
O que foi bonito hoje, pode se tornar algo doloroso que machuca e traz sofrimento, amanhã. Por mais que queiramos evitar que isso aconteça, acontece. O que nos resta? A esperança de que tudo volta ao lugar ou, pelo menos, algo próximo a isso. Tentamos, de todas as formas possíveis, não deixar a esperança se extinguir, muito embora seja algo quase impossível em certos momentos. Sofremos, morremos um pouco, até; o tempo passa. Uma coisa é fato: O tempo não parece passar. Minutos são horas, horas são dias, dias são semanas, semanas são meses, enfim… Tudo parece estático, nada se move, tudo se congela. O mundo a volta parece se desligar, e você se encontra em um imenso vazio. Você está lá para sofrer. Bom, esta é a função aparente, mas é possível fazer outras coisas, como refletir. Quando se está nessa situação, é inevitável pensar em um turbilhão de coisas, de caminhos, de possíveis saídas; porém, o que geralmente acontece é você querer soluções mas, em vez disso, conseguir mais dúvidas. Chega um momento que o vazio te joga em labirinto. Momento abominável, no qual você comete muitos, muitos erros. Dizem que é errando que se aprende; acho que estão certos. Depois de um período de tempo, que pode ser curto ou longo, mas que com certeza pareceu estático; fatos acontecem, e desta vez algo começa a degelar. Depois de muito tempo a felicidade dá sinal de existência, como flores que nascem depois do inverno. Progressos são notáveis, tudo tão de repente que chega até a assustar. Você fica confuso. E tolamente você criará um receio do que está acontecendo, e isso mostra que é possível ser contraditório consigo mesmo. Reflexão. Você se pergunta: “Passei todo esse tempo querendo isso, e agora que consegui, tenho medos bobos?”. Embora pareçam irracionais, esses medos possuem uma certa razão, pois podem ser compreendidos como sinal de que você aprendeu algo, apesar de tudo. (evidenciada)




